
Neste último verão aproveitei para ir a Ajuruteua. Que bela praia. Areias brancas, sol escaldante. Água cristalina.
Tudo estaria perfeito não fosse o mal que assola os municípios do meu querido Estado do Pará: a falta de estrutura.
Na praia, prá comer é sempre o mesmo: peixe frito, arroz(escorrido) branco e farofa; ou carangueijo com vinagrete e uma pequena porção de feijão. E o preço é pela hora da morte.
Resolvemos variar. A sugestão logo chegou - vamos procurar um restaurante. Ah, eu vi um muito legal logo alí na entrada, disse o Reinaldo. Partimos todos para lá, Eu, o Reinaldo, Ademilson, a Elen e a Vilma. Fomos em dois carros.
Realmente o restaurante era o fino. Todo arrumadinho, com piscina, cadeiras com capas, enfeitado com flores regionais, e tudo de bom que voces possam imaginar. Mas(em Belém sempre tem um mas) quando chegou o quesito comida, a nota foi 6( seis). CARÍSSIMO, preços de Belém, tipo Hilton. E detalhe, pasmem, eles não trabalham com feijão, nem caragueijo. Nos questionamos - por que? E a resposta foi seca: porque não. Nossa o Ademilson ficou fera, mas segurou a onda, apenas perguntou se no almoço vinha a pata. Ninguém entendeu. E ficou por isso mesmo. No final ele explicou: a pata foi da "patada" que todo nós levamos da garçonete.
É por essas e outras que o turismo no Pará não vai prá frente.
Em Ajuruteua não vou mais. Fico em Salinas que é bom demais.
Beijos.
Nilda duarte
22/08/07