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alunos que pesquisam

25.4.06


Este aí do lado é o zolhudo. Vocês conhecem esse camarada? Fui eu que apelidei ele assim, não é por nada não mas o olho dele é horrível.
Pois é, meus filhos só vivem na televisão assistindo esses desenhos, que eu detesto.
E o pior é que eles são desenhos maus, o camarada morre, renasce, voa do nada, tem poderes, super força, um monte de baboseiras.

Bons tempos que se faziam desenhos com cachorros chamados plutos ou banzé, e as crianças vivam com o tio Donald, trabalhavam aparando grama.

Hoje na televisão é aquele coisa de anti-heroi: bart simpson não gosta de estudar, o pai é um beberrão, a caçula chupa o dedo e a mulher coitada é uma amélia - apaixonada e doméstica.

Santa paciência.

Vira a televisão para o canal livre e assiste novela de mulher que sequestra criancinha prá pedir esmolas, ou então é o marido que ao retornar da lua de mel já está saindo com amantes - é mole.

Depois reclamam que a televisão passa big broder ( como é mesmo que se escreve em inglês?). Não tem nada que preste

Outro dia meu filho chegou em casa e reclamou: mas mamãe só a senhoa mesmo prá ficar vendo esse canal, não tem nada aí.

Pois outro dia, eu cansada das programações LIGUEI A TV E FIQUEI PARADA assistindo o circuito interno do edifício. È MOLE!!

Nilda duarte 24/06/2006


SIMBOLISMO DO 666

O número 666 é altamente simbólico.
Antigamente a linguagem dos números tinha alta simbologia.

1: unidade
3: qualidade
6: negativo
7: eficácia
12: plenitude.


Por isso, se diz de Deus que é três vezes santo, mil vezes santo;
Por isso se usa o 12 e o 144 para mostrar plenitude, multidão incontável.

O 7 é para anunciar valores. Jesus mesmo usa isso, ao dizer a Pedro que deveríamos perdoar não apenas 7 vezes (pra valer, com eficácia) e sim sete, setenta vezes.
Quis dizer a Pedro: - Perdoe de uma vez por todas e sempre. Naquele tempo, eles provavelmente entendiam estas metáforas, posto que também as usavam.
Nós ainda as usamos. Preferimos, por exemplo, perder 1.000 vezes com Fulano do que ganhar 10 vezes com Sicrano. Dizemos que da terceira vez não passa... É só para lembrar que tudo tem limite!

O seis, para eles, era um número negativo.
O autor do apocalipse, ao citá-lo três vezes, um atrás do outro (666: seiscentos e sessenta e seis) procura dizer que a besta fará uma maldade atrás da outra; virá com um grau gigantesco de crueldade e malícia.


O Número 666:
Para a grande parte do público o número "666" referido no Livro do Apocalipse (13:18) é entendido como sendo o número da futura "besta que surgirá do mar" (o Anticristo – "Cristo da Nova Era").
No entanto, o que não é manifesto para a população em geral é o fato de a Novo Era estar simpatizando com um numeral identificado na Bíblia como o de um homem iníquo, malévolo e perverso.


Toda população mundial existente na época quando o "Maitreya" se manifesta será marcada. Cada indivíduo terá um código, ou melhor, um número que lhe será outorgado pelo sistema social, econômico, político e religioso do "Senhor Maitreya".
Ninguém poderá comprar ou vender nada sem esta marca (Apocalipse 13:16 e 17).

Nos, amados e guardados por Deus, não podemos nos esquecer da advertência bíblica que é bastante clara e exata:
Quem colocar a marca da besta (a marca do "Cristo da Nova Era") na sua teste ou na sua mão vai para o inferno!
Não existe "o jeitinho brasileiro" nem "mas, mas...", nem "porém...", nem "se..." e muito menos "vamos ver, talvez...". É preto no branco.

O dito "cristão" que colocar a marca no seu corpo com medo de morrer, de ser perseguido, de presenciar a falência do seu negócio ou por melhor que seja a justificativa que este dito "cristão" possa arranjar, estará se fazendo parceiro de "Maitreya" e amigo de Satanás!

Vai passar a eternidade no abismo do Lago de Fogo.

xxxxxxxxxxx

Comentários:

O texto, retirado da internet, começa bom, falando de simbolismo de forma correta. Porém quando desagua a falar de maneira pessoal sobre o inferno, comentar sobre a Nova Era,como se o autor já tivesse passado pelo inferno, como se tivesse provas cabais da existência do inferno. Pronto, aí não ponho minha mão no fogo.

É sabido por todos os teólogos que o autor do Apocalipse ao escrever aquela carta, sim o Apocalipse é uma grande carta escrita e direcionada as Igrejas cristãs existentes naquela época. Todas elas estavam passando por problemas, umas mais outras menos, estavam se afastando da fé. Existia naquela época uma grande perseguição contra os cristãos, por parte de Roma e seu imperador. Cesar Nero, um ordinário, maquiavélico perseguidor de cristãos mandou queimar diversos, era a própria Besta do Apocalipse.

O autor, por motivos reais, não podia citar o nome da besba, senão ele também iria arder na fogueira, por esse motivo teve que usar todo aquele simbolismo, que para nós parece confuso e gerou tantas controversias, mas para eles, os primeiros cristãos, era a "sopa no mel", ou seja fácil de entender.

Não vamos nos deixar iludir com essas historias de inferno de fogo e labaredas, senão vamos ter outro problema, que é tentar descobrir o local onde ele está .

O Apocalipse foi escrito para orientar as comunidades que viviam sob julgo do Império Romano e levá-las a resistir a esse domínio, pois os cristãos estavam sendo perseguidos pelo Imperador.

Esse mesmo Imperador controlava a todos, sob todos os pontos de vista: políticos econômicos, ideológicos e religiosos e obrigava os povos a adorar ao chefe supremo do império (ELE) como DEUS, e aquele que não obedecesse era morto.

Ou seja, o Apocalipse foi escrito em um período de crise e de violenta perseguição, na qual muitos cristãos morreram.

Quanto ao número 666 , a interpretação tida hoje como mais provável é a que vê nele a representação do nome de César Nero, escrito com letras hebraicas.

No hebraico as letras correspondem a números para o autor o número 666 foi usado para designar a pessoa de “César Nero” ou o “Imperador Nero” KAISAN NERON
A soma dos números correspondentes a essas letras perfaz o total de 666.

Nilda duarte 24/04/2006

11.4.06



TRISTES TRÓPICOS


O texto “Tristes trópicos” da autora Maria Luiza analisa a trajetória do racismo na sociedade brasileira ;mito e realidade nas décadas de 30 a 40, no qual a história dos negros no Brasil sempre é contada a partir da escravidão. Decodifica categorias como raça, cor e etnia, bem como examina os fenômenos do preconceito, estereótipo, intolerância e discriminação raciais.

Como argumento inicial ela utiliza a literatura de Gilberto Freire, com sua obra Casa Grande e Senzala, ampliou o debate para além da idéia de que o mestiço seria símbolo de atraso. Freire divulga para o mundo o problema da mestiçagem com o Brasil povoado por negros, mulatos, índios e judeus convertidos ao cristianismo, em busca de uma identidade nacional. De acordo com a visão de Freire a miscigenação proporcionou ao mulato melhores condições de vida e inserção na social (p.35).


Em contrapartida ele defende os velhos estereótipos anti-semita, uma vez que a organização política da época não apoiava a idéia do mestiço contado por Freire, em sua obra Casa Grande e Senzala, haja visto que para o governo Vargas a disciplina do corpo e do espírito, do culto à força e a raça eugênica, a repressão política, a censura tudo era utilizado para manter a ordem no País. Para Vargas todos, comunistas, anarquistas, negros, mulatos, judeus, japoneses, etc, colocavam em perigo a ordem racial, política e cultural do Brasil.


Nesta época o fortalecimento da raça alcançava todos os espaços na mente dos brasileiros. E o discurso oficial do governo procurava incutir na população, que na sua maioria era analfabeta, mensagens ufanistas tentando valorizar a imagem do homem brasileiro como trabalhador, esportista e forte. A Itália era o modelo para o Brasil daquela época.
Vemos nesse contexto outro tipo de categoria que é o racismo ideológico, pois nesse período o que vigorava era a ideologia fascista de Mussolini. Foi a época do surgimento do Partido Nacional Fascista (1934), o grande defensor de todos os males sociais e raciais.


A propaganda daquela época era a maior vendedora de sonhos de todos os tempos, contrariando a lógica da população completamente despreparada para a vida. Nas vitrines das livrarias predominava ampla literatura sobre o nacionalismo, o fascismo e as teorias sociais. O fortalecimento dessas idéias autoritárias e fascistas no Brasil após a revolução de 30 foi facilitado pela indefinição do governo provisório de Vargas, que não apresentou de imediato um projeto político-ideológico, quizá democrático para sociedade brasileira.
A propaganda tornou-se grande líder. Ela veio para controlar seus liderados onde fazia com que a população se conformasse com seu drama emocional, não lutando interiormente, ou seja, a população se tornou um escravo sem algemas.


A Igreja católica não podendo estar de fora deste contexto também adotava o uso da arte e os meios de comunicação para chegar as massas, procurando legitimar-se. Como exemplo Ana Luiza, na página 40, cita o caso do escurecimento da imagem de Nossa Senhora Aparecida, que era originalmente branca, segundo o pesquisador Eduardo Etzil, que teria escurecido por ter passado longo tempo sob as águas. E logo após a abolição da escravatura, para agradar a população negra foi adotada essa política de transformá-la preta.


Alguns teóricos se destacaram nessa época de incertezas políticas e quem assumiu o papel anti-semita foi Gustavo Barroso, o qual promoveu diversas conferências sobre o racismo germânico. Outro que também podemos citar foi Filinto Muller, pró-nazista e anti-semita que, assumindo o posto de líder da policia política, tornou os laços com a Gestapo mais amigáveis.
Podemos perceber que o governo permitia abertamente a entrada dessas ideologias, tanto nazistas quanto anti-semita e cada vez mais crescia a exclusão, pode-se dizer histórica, do negro e do judeu, na sociedade brasileira.


O texto nos leva então a conhecer outra parte da história do Brasil, no que se refere à inserção do comunismo como o próximo inimigo a ser combatido. É daquela época o livro Memórias do Cárcere, de Graciliano Ramos, que nos dá o retrato desse cotidiano, onde negros e mestiços juntamente com os judeus são feitos prisioneiros e acusados de serem comunistas. Época de um passado sofrido, uma herança maldita do tempo da ditadura que deixaram seqüelas no povo brasileiro até hoje.


Tudo isso levava o imaginário brasileiro a ser povoado por inimigos de diversas cores, todos contrários à raça branca. O vermelho, comunista, era o perigo ideológico; o negro, que trazia o mulato, era o perigo racial e o amarelo simbolizava tudo, o perigo racial, político e militar.
O judeu, apesar de ser da raça branca, não era aceito por já ser considerado inimigo há muito tempo.


Como bem coloca a autora Maria Luiza “Tristes Trópicos”. Essa era a nossa realidade daquela época. As lágrimas deixam o anonimato e descem pelas vielas do rosto do estrangeiro que procurou no Brasil a Terra sem males para vir morar.
Fazendo contraponto a todo esse tumulto social encontramos alguns intelectuais que procuram advertir a população e publicam o manifesto Antinazista, que vem assinado por Gilberto Freire, Roquete Pinto e Artur Ramos.
Gustavo Barroso novamente se destaca traduzindo e comentando em 1936 “Os protocolos dos sábios de Sião”. Em cada edição dos protocolos repetem-se as imagens do perigo da dominação judaica, e até hoje os protocolos continuam a ser editados, inclusive no Brasil.


Nos dias que se seguiram a questão judaica afundou no pântano do preconceito. O emigrante judeu se sentia arrasado, dilacerado, impotente e no desespero poderia se perguntar: por que não acreditam em nós, não nos aceitam? Tentavam sobreviver nesse Brasil que cantava “ o teu cabelo não nega” mas espoliava o povo com medidas restritivas. A política imigratória oficial não possuía critérios humanistas e fazia suas vítimas. Neste ponto a autora cita na página 50 a participação de Lasar Segal(1934-1941) na questão judaica com o quadro “Navio de Emigrantes”.


Apesar de já existir na Constituição de 1946 a proibição de racismo no Brasil, foi necessária a instituição de uma Lei que previsse penalidades para os atos discriminatórios de cor e de raça no Brasil assim em 1951 a Lei Afonso Arinos foi editada.


De tudo isto o que se pode concluir é que apesar de existir a Lei, apesar de figurar na Constituição a proibição, o Brasil sofre de um intenso e silencioso racismo, especialmente contra o negro. Embora o preconceito de cor e classe seja mudo, a população sabe que este País discrimina. O brasileiro tende a ser politicamente correto mas, tem dificuldade de assumir o racismo. No Brasil, apesar de ser crime inafiançável, o racismo é difícil de se detectar por que passa pelo lúdico; piadas de negros, judeus, japoneses e portugueses é o que não falta. Como exemplo recente temos o cantor Tiririca, que teve sua música Veja os cabelos dela censurada sob acusação de racismo. Como bem afirma o antropólogo africano Kabengele Munanga, do Centro de Estudos Africanos da USP, “o preconceito está no inconsciente coletivo do brasileiro tanto quanto o ideal da democracia racial”.

Texto preparado para disciplina Religiões Africanas

Bibliografia:Carneiro, Naria Luiza Tucci.Tristes trópicos.in:O Racismo na historia do Brasil mito e realidade..São Paulo: Ed.Atica,2000.pp.35-54.

A SOLORIZAÇÃO DOS SERES SUPREMOS

O simbolismo do SOL é bastante rico. Acreditava-se que a humanidade sempre conhecera o culto do Sol. Entretanto o etnólogo A Bastian observou, em 1870, que este culto só é encontrado em raras regiões do globo. Meio século mais tarde outro pesquisador descobriu a presença de elementos solares na África, na Austrália, na Melanésia, na Polinésia e Micronésia.
Na América, o culto ao Sol desenvolveu-se no Peru e no México, povos que possuíam organização política, mas foi no Egito, na Ásia e na Europa arcaica que o “culto ao sol” adquiriu o predomínio religioso.
Para muitos povos o Sol representa uma manifestação da divindade, se não é o próprio deus.



1.1 ÁFRICA
Uma série de povos africanos dá ao “ ser supremo” o nome de “ Sol” . Entre os diversos povos bantos da África oriental, em particular os que habitam no Kilimandjaro, o ser supremo é Ruwa, que significa “SOL”, ao qual não lhe é prestado culto, mas o ser conserva elementos uranianos, e apenas em situações extremas são oferecidos sacrifícios e dirigidas preces.

1.2 INDONÉSIA
Na Indonésia o deus solar Puempalaburu toma pouco a pouco o lugar do deus celeste I-lai, cuja obra cosmogônica ele continua. Assim o deus solar é promovido a demiurgo, tal como na América. Entre os tlingit, por exemplo, o demiurgo tem a forma de um corvo, é identificado ao sol e recebe do deus celeste a suprema missão de continuar a obra de criação começada por ele. Temos aqui o elemento dinâmico e organizador que é incorporado a divindade solar.
Mas o deus solar não é criador, mas antes subordinado ao criador do qual recebe mandato para terminar a obra de criação. Em compensação o demiurgo solar apodera-se da atualidade na vida religiosa, basta lembrar do lugar capital que desempenha o corvo na mitologia norte-americana e também pela águia, símbolo do sol, na mitologia ártica e norte-asiática.
NA INDONÉSIA o culto solar é esporádico, na vida religiosa predomina o culto aos mortos e dos espíritos da natureza. Em Timor, Usi-Nemo, o “Senhor Sol”, é esposo da “Senhora Terra”, recebe apenas um único sacrifício anual por ocasião das colheitas. Percebe-se que o Sol encara o principio masculino enquanto que a terra é feminina.
A leste de Timor, nos arquipélagos Leti, Sermta, Babar e Timorlaut o Senhor Sol conservou a sua vitalidade graças à sua transformação em fecundador. Não possui imagens e é adorado sob a forma de uma lâmpada feita de folhas de coqueiro. Uma vez por ano, no começo da estação das chuvas acontece o ritual para assegurar a chuva, a fertilidade dos campos e a riqueza da comunidade. Segundo a crença o Sol desce a uma figueira para fecundar a esposa, a Terra-Mãe. Ao lado da figueira são oferecidos sacrifícios de cães e porcos, em meio a cantos e danças numa orgia coletiva.



1.3 NA ÍNDIA

Os munda de Bengala colocam à cabeça de seu panteão Sing-bong, o Sol. Ele recebe sacrifícios de bodes brancos ou de galos brancos e, no mês de agosto, são oferecidas as primeiras colheitas do arroz. Para ele o sol é casado com a Lua é considerado o autor da criação cósmica.
Os povos khond da província de Orissa adoram como deus supremo e criador Bura Pennu (“ deus da luz”). Os birhors de Chota Nagpur imolam ao deus do Sol, galinhas e bodes brancos, também para assegurar colheitas. Ressalte-se que a data do sacrifício da galinha para obter um boa colheita, ocorre no dia de lua cheia do mês de abril-maio(baishak). Quando nasce uma criança, o pai oferece uma libação de água e , de rosto voltado para o Oriente, faz orações pedindo que a mãe dê bastante leite para alimentar seu filho.
O Sol aparece ainda como Ser Supremo de outro povo nunda, os oraon, cuja principal preocupação religiosa é apaziguar os espíritos, como fazem as divindades uranianas; também a eles são oferecidos sacrifícios de animais.
A SOLORIZAÇÃO DOS SERES SUPREMOS

O simbolismo do SOL é bastante rico. Acreditava-se que a humanidade sempre conhecera o culto do Sol. Entretanto o etnólogo A Bastian observou, em 1870, que este culto só é encontrado em raras regiões do globo. Meio século mais tarde outro pesquisador descobriu a presença de elementos solares na África, na Austrália, na Melanésia, na Polinésia e Micronésia.
Na América, o culto ao Sol desenvolveu-se no Peru e no México, povos que possuíam organização política, mas foi no Egito, na Ásia e na Europa arcaica que o “culto ao sol” adquiriu o predomínio religioso.
Para muitos povos o Sol representa uma manifestação da divindade, se não é o próprio deus.



1.1 ÁFRICA
Uma série de povos africanos dá ao “ ser supremo” o nome de “ Sol” . Entre os diversos povos bantos da África oriental, em particular os que habitam no Kilimandjaro, o ser supremo é Ruwa, que significa “SOL”, ao qual não lhe é prestado culto, mas o ser conserva elementos uranianos, e apenas em situações extremas são oferecidos sacrifícios e dirigidas preces.

1.2 INDONÉSIA
Na Indonésia o deus solar Puempalaburu toma pouco a pouco o lugar do deus celeste I-lai, cuja obra cosmogônica ele continua. Assim o deus solar é promovido a demiurgo, tal como na América. Entre os tlingit, por exemplo, o demiurgo tem a forma de um corvo, é identificado ao sol e recebe do deus celeste a suprema missão de continuar a obra de criação começada por ele. Temos aqui o elemento dinâmico e organizador que é incorporado a divindade solar.
Mas o deus solar não é criador, mas antes subordinado ao criador do qual recebe mandato para terminar a obra de criação. Em compensação o demiurgo solar apodera-se da atualidade na vida religiosa, basta lembrar do lugar capital que desempenha o corvo na mitologia norte-americana e também pela águia, símbolo do sol, na mitologia ártica e norte-asiática.
NA INDONÉSIA o culto solar é esporádico, na vida religiosa predomina o culto aos mortos e dos espíritos da natureza. Em Timor, Usi-Nemo, o “Senhor Sol”, é esposo da “Senhora Terra”, recebe apenas um único sacrifício anual por ocasião das colheitas. Percebe-se que o Sol encara o principio masculino enquanto que a terra é feminina.
A leste de Timor, nos arquipélagos Leti, Sermta, Babar e Timorlaut o Senhor Sol conservou a sua vitalidade graças à sua transformação em fecundador. Não possui imagens e é adorado sob a forma de uma lâmpada feita de folhas de coqueiro. Uma vez por ano, no começo da estação das chuvas acontece o ritual para assegurar a chuva, a fertilidade dos campos e a riqueza da comunidade. Segundo a crença o Sol desce a uma figueira para fecundar a esposa, a Terra-Mãe. Ao lado da figueira são oferecidos sacrifícios de cães e porcos, em meio a cantos e danças numa orgia coletiva.



1.3 NA ÍNDIA

Os munda de Bengala colocam à cabeça de seu panteão Sing-bong, o Sol. Ele recebe sacrifícios de bodes brancos ou de galos brancos e, no mês de agosto, são oferecidas as primeiras colheitas do arroz. Para ele o sol é casado com a Lua é considerado o autor da criação cósmica.
Os povos khond da província de Orissa adoram como deus supremo e criador Bura Pennu (“ deus da luz”). Os birhors de Chota Nagpur imolam ao deus do Sol, galinhas e bodes brancos, também para assegurar colheitas. Ressalte-se que a data do sacrifício da galinha para obter um boa colheita, ocorre no dia de lua cheia do mês de abril-maio(baishak). Quando nasce uma criança, o pai oferece uma libação de água e , de rosto voltado para o Oriente, faz orações pedindo que a mãe dê bastante leite para alimentar seu filho.
O Sol aparece ainda como Ser Supremo de outro povo nunda, os oraon, cuja principal preocupação religiosa é apaziguar os espíritos, como fazem as divindades uranianas; também a eles são oferecidos sacrifícios de animais.

10.4.06

A COLAÇÃO DE GRAU


TEMA:
UMA REFLEXÃO SOBRE O INFERNO NAS CONCEPÇÕES GNÓSTICA, ESPÍRITA E CATÓLICA.

RESUMO

O trabalho levanta a problemática do medo do inferno utilizada tanto pela família quanto pela escola, objetivando desmistificar esse medo para que o professor de ensino religioso tenha respostas positivas a dar a seus alunos, sobre o que acontece na vida após a morte. Surge com duas perguntas básicas: Como desmistificar a idéia de inferno como sinônimo de fogo e punição que permeia o inconsciente coletivo? O que será que as religiões têm a dizer sobre o inferno?Assim, tendo como norte essas duas questões procura analisar, à luz das religiões Gnóstica, Espírita e Católica o conceito de inferno, além de proporcionar aos professores, família e escola meios para desmistificar o conceito de inferno. Realizado por meio de pesquisa bibliográfica, aborda o tema no enfoque de oito sistemas religiosos como o Zoroastrismo, os Mórmons, As Testemunhas de Jeová, o Hare Krishna e a Nova Era, com um aprofundamento em três deles: a Gnóstica, a Espírita e a Católica. Mostra que os conceitos do céu e do inferno nos conduzem a uma idéia errada de que as pessoas boas serão recompensadas no reino celestial e as más, sofrerão no fogo do inferno e que essa idealização de inferno de fogo não combina com as palavras bíblicas de Jesus. Outra hipótese explorada segue na origem bíblica do inferno, nas raízes da idéia judaica de morada dos mortos, o Sheol.e nas traduções de algumas palavras como HADES, TOFET, SHEOL, GEENA e TARTAROO. Na terceira parte do apresenta a visão dos Gnósticos onde o Inferno é visto como um lugar de expiação, de provação e de instrução para a consciência. Seria uma espécie de depurador da consciência que nos ajuda a eliminar nossos defeitos, para “desintegrar os agregados psíquicos”. Já a concepção espírita não aceita o inferno, pois seria uma involução para a alma ser destinada ao fogo eterno. Na visão católica o trabalho apresenta a opinião de alguns teólogos, como Leonardo Boff o qual diz ser o inferno um estado de absoluta frustração humana. Enquanto Reynold Blank afirma que Jesus não pretendia formular doutrina sobre inferno. Afirmam ainda a existência da esperança de que todos, um dia desfrutarão da vida eterna. Assim infere que o inferno não é um lugar, mas um estado criado pelo homem, que de posse de seu livre arbítrio, escolhe ficar distanciado de Deus e que o conceito de inferno surgiu de uma invenção humana oriunda de uma má tradução de passagens bíblicas vindo, com a influência da Igreja, a interferir no comportamento da sociedade. Assim o trabalho aposta no conhecimento a respeito do tema para alcançar o objetivo final que é a desmistificação do termo.

Palavras Chave: inferno, medo, fogo, sistemas religiosos e escatologia.
VIVER COM PACIÊNCIA

Viver neste mundo, isso não é tão fácil. Os budistas usam a expressão "mundo saha", e "saha" significa terra de paciência, ainda que não totalmente infeliz. Um pouco infeliz, mas também onde se vivencia alguma felicidade. Não há só sofrimento, mas também felicidade — um pouco de cada. Eu sempre brinco, em primeiro lugar é importante ter paciência, em segundo lugar paciência e em terceiro também paciência; em quarto lugar, ah, em quarto nada, e em quinto, sim, novamente paciência.Neste mundo a gente precisa de muita paciência.

Muitas pessoas sofrendo suas dores vão visitar as igrejas e rezam para Deus. Você, rezando, pedindo, alguma vez escutou a voz de Deus? Talvez sim, ou, tendo ouvido algumas respostas, pense que sim. Muitas pessoas perguntam o que é realmente a palavra de Deus. Alguns respondem: é silêncio. Mas mestre Eckart diz que não, este é um método ainda, não é exatamente a palavra de Deus.

Muitos amam a Deus como se ama uma vaca, esperando leite e queijo. Então rezam a Deus esperando uma coisa em troca. Este não é, entretanto, o verdadeiro amor a Deus. As pessoas têm medo de Deus, agradecem a Deus ou recebem muitas coisa de Deus, mas ás vezes tem dúvidas. Deus é isto? Deus existe? Onde está?

O Zen budismo prega que para termos uma experiência de união com Deus é necessário meditar, e para isso é preciso entrarmos em contato com nosso mestre interior, em silêncio. O silêncio é muito importante para a meditação. Desligar do mundo exterior. Quando há internamente aquele silêncio, aquela tranqüilidade, aquela calma, nesse momento você vai ouvir a voz de Deus. Este estado, nirvana, mestre Eckart compara com o deserto, com o deserto cheio de areias. Hoje em dia vemos os documentários da televisão sobre o deserto e vemos que é cheio de vida, de insetos e plantas pequeninas. Mas deserto, deserto mesmo, não tem nenhuma vida, é morto.

Nesta vida é necessário aprender a esquecer, desligar, perder até; isso é doloroso, mas depois ganha-se a verdadeira vida. É como na corrida de maratona: quando chega-se em certo ponto, surge a crise, parece impossível prosseguir, há dificuldade de respiração, dores, cansaço, o corpo parece não poder ir além, Quando, no entanto, ultrapassa-se esse ponto, tudo fica leve e fácil e pode-se correr até o final.
CONFUCIONISMO –

O TAOISMO, O BUDISMO e o CONFUCIONISMO constituem as três principais religiões da China e do Extremo Oriente.

Porém diferentemente do BUDISMO, o TAOISMO e o CONFUCINISMO não se tornaram religiões universais.

CONFUCIO (KONG FU TSEU. OU KONG TSEU), nasceu de família pobre mas de cunho aristocrático e por isso recebeu uma educação exemplar que mais tarde o ajudou a atrair muitos discípulos. Ele foi prefeito, engenheiro, ministro, conselheiro do Príncipe Lu e autor de Manuais ( obra que continha idéias morais tiradas das tradições antigas).

Confúcio ensinava que o homem é capaz de ser perfeito por ele próprio, pelo seu sacrifício de seguir o caminho dos antepassados.

Ele dizia que a natureza humana é boa.
O confucionismo trata primariamente de condutas de ordem moral e social, podendo ser visto mais como um sistema ético do que como uma religião.

Tem como propósito fornecer instrução moral, ensinar as pessoas a viver com valores de respeito, cortesia, dever, sabedoria e generosidade.. Há grande valorização do respeito aos mais velhos, tanto em vida quanto após a morte.

As idéias de Confúcio foram disseminadas por seus discípulos após sua morte, então as pessoas puderam ter acesso ao que ele ensinou.

Dizia que o importante era manter um cerimonial adequado de ritos e sacrifícios aos deuses, porém era indiferente aos deuses.

Dizia: Mostre respeito aos deuses, mas mantenha-os à distância.

Quanto a respeito da vida após a morte dizia: Quando não se compreende nem se quer a vida, como se pode compreender a morte?

Assim , segundo Confúcio o homem de bem é um sábio, formado pelo estudo, dizia que é preciso ganhar dinheiro para viver, mas não viver para ganhar dinheiro.. Os homens se diferem pela cultura que adquirem, não pelas suas complicações naturais.

DOUTRINA

Segundo a doutrina de Confúcio o ser humano é composto por quatro dimensões:
O EU, a COMUNIDADE, a NATUREZA e o CÉU (fonte da auto-realização definitiva).

As 5 virtudes essenciais do homem são:
- BENEVOLÊNCIA – O amor ao próximo, desejar trabalhar para o bem do povo.
- JUSTIÇA – retidão - não façais aos outros aquilo que não quereis que eles vos façam
- DECENCIA – cumprimento das regras adequadas de conduta.
- SABEDORIA – ter como guia o conhecimento e a compreensão, autoconsciência da vontade do Céu.
- SINCERIDADE – ter sinceridade em tudo que faz, sem ela o mundo não pode existir.

No CONFUCIONISMO não existe um DEUS criador do mundo, nem igreja organizada nem sacerdotes. A força suprema é o TAO.
O alicerce místico de sua doutrina é a busca do TAO.
TAO significa caminho, estrada, vereda.
É o EQUILIBRIO, é a fonte de toda vida, é a harmonia do mundo.

No confucionismo a base da felicidade dos seres humanos é a família e uma sociedade harmônica.

RITUAIS E TRADIÇÕES

Culto aos ANTEPASSADOS – com veneração e oferendas, que podem ser feitas em altares domésticos ou nos templos.

A existência do espírito dos antepassados, depende da atenção dada pelos familiares. Eles acreditam que o espírito dos mortos pode controlar o êxito dos indivíduos com prosperidade, filhos e harmonia. Para isso , a família deve prover tudo o que for necessário par que os antepassados vivam além-túmulo de maneira similar aos vivos, por isso devem colocar alimento, armas de guerra, utensílios nos túmulos, ou em festivais. Se isto não for oferecido, eles crêem que os espíritos virão em forma de fantasma e trarão males àqueles que estão vivos. ATÉ HOJE O POVO CELEBRA O FESTIVAL DOS FANTASMAS (espíritos) FAMINTOS.

Os rituais mais importantes são os da vida familiar, com destaque para o casamento, por criar uma nova família, e para os funerais.

Inúmeras deidades são adoradas no confucionismo:

- o sol – a lua – os imperadores – montanhas – a terra – o céu – rios importantes da China.







segunda-feira, 10 de abril de 2006

nilda Duarte

9.4.06

A CIVILIZAÇÃO DO AMOR É POSSÍVEL

Sabemos que existem muitas leis: A Lei de Trânsito, a Costituição, que rege o nosso País; o regulamento de nossa Escola; as leis das igrejas. Porém existe uma lei que é maior que todas, que é a Lei de Deus, o grande mandamento do cristão.

O que é amar? Você ama? Você acha que deveria haver mais amor em sua casa? Em seu colégio? Em seu prédio? Em seu bairro? Por quê? Você sabe qual é o grande mandamento de todo cristão?

Quem dá o sentido de ser cristão é JESUS. Ele , antes de ir para o Pai nos deixou uma nova Lei – O AMOR, que é a marca registrada de todo cristão.

São João disse : “nisso o mundo reconhecerá que somos de fato cristãos, se nos amarmos uns aos outros”. Mas tem que ser um amor solidário, como foi o manifestado por JESUS, respeitando o direito dos outros, os valores de cada cultura, de cada pessoa, e esse amor solidário é também serviço.

Vivendo o grande mandamento do amor estaremos ajudando a construir a civilização melhor no meio de nós. Amor é a energia da vida humana. Sem ele a nossa vida deixa de ter sentido e definha. Amor significa união. Quanto mais amor houver numa comunidade, mais unida ela será. As pessoas que se amam querem estar sempre juntas.

Amar é querer bem e o bem de todos. Muitas pessoas ainda não descobriram este tesouro que é o amor. É por isso que acontecem tantas desuniões, brigas, guerras...

Você já imaginou como seria maravilhoso viver numa sociedade em que o amor fosse o valor mais procurado? Isso não é impossível.

Comece por cultivar o amor na sua casa, com os irmãos, com os pais, com os avós, entre seus vizinhos. Vivendo essa realidade do amor dentro de casa, ela vai se expandir na nossa vida cotidiana e será refletida no seu trabalho, com seus amigos que por sua vez levarão para suas casas e assim poderemos alcançar a tão sonhada CIVILIZAÇÃO DO AMOR.

"As relações humanas são fundamentadas no amor, na amizade e na fraternidade". (MPP/GLP)