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10.4.06

A COLAÇÃO DE GRAU


TEMA:
UMA REFLEXÃO SOBRE O INFERNO NAS CONCEPÇÕES GNÓSTICA, ESPÍRITA E CATÓLICA.

RESUMO

O trabalho levanta a problemática do medo do inferno utilizada tanto pela família quanto pela escola, objetivando desmistificar esse medo para que o professor de ensino religioso tenha respostas positivas a dar a seus alunos, sobre o que acontece na vida após a morte. Surge com duas perguntas básicas: Como desmistificar a idéia de inferno como sinônimo de fogo e punição que permeia o inconsciente coletivo? O que será que as religiões têm a dizer sobre o inferno?Assim, tendo como norte essas duas questões procura analisar, à luz das religiões Gnóstica, Espírita e Católica o conceito de inferno, além de proporcionar aos professores, família e escola meios para desmistificar o conceito de inferno. Realizado por meio de pesquisa bibliográfica, aborda o tema no enfoque de oito sistemas religiosos como o Zoroastrismo, os Mórmons, As Testemunhas de Jeová, o Hare Krishna e a Nova Era, com um aprofundamento em três deles: a Gnóstica, a Espírita e a Católica. Mostra que os conceitos do céu e do inferno nos conduzem a uma idéia errada de que as pessoas boas serão recompensadas no reino celestial e as más, sofrerão no fogo do inferno e que essa idealização de inferno de fogo não combina com as palavras bíblicas de Jesus. Outra hipótese explorada segue na origem bíblica do inferno, nas raízes da idéia judaica de morada dos mortos, o Sheol.e nas traduções de algumas palavras como HADES, TOFET, SHEOL, GEENA e TARTAROO. Na terceira parte do apresenta a visão dos Gnósticos onde o Inferno é visto como um lugar de expiação, de provação e de instrução para a consciência. Seria uma espécie de depurador da consciência que nos ajuda a eliminar nossos defeitos, para “desintegrar os agregados psíquicos”. Já a concepção espírita não aceita o inferno, pois seria uma involução para a alma ser destinada ao fogo eterno. Na visão católica o trabalho apresenta a opinião de alguns teólogos, como Leonardo Boff o qual diz ser o inferno um estado de absoluta frustração humana. Enquanto Reynold Blank afirma que Jesus não pretendia formular doutrina sobre inferno. Afirmam ainda a existência da esperança de que todos, um dia desfrutarão da vida eterna. Assim infere que o inferno não é um lugar, mas um estado criado pelo homem, que de posse de seu livre arbítrio, escolhe ficar distanciado de Deus e que o conceito de inferno surgiu de uma invenção humana oriunda de uma má tradução de passagens bíblicas vindo, com a influência da Igreja, a interferir no comportamento da sociedade. Assim o trabalho aposta no conhecimento a respeito do tema para alcançar o objetivo final que é a desmistificação do termo.

Palavras Chave: inferno, medo, fogo, sistemas religiosos e escatologia.

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